Todo projeto começa pelo diagnóstico. Automatizar um processo que ninguém mediu é automatizar o desperdício — não eliminá-lo. Abaixo, o que fazemos e a ordem em que costuma fazer sentido.
O mesmo ciclo que a indústria usa para eliminar defeito em linha de produção, rodando no financeiro, no fiscal e no atendimento. Cinco etapas, nesta ordem, sempre.
Qual processo, qual dor, qual número precisa mudar. Em vez de partir do palpite de quem está mais perto do problema, cruzamos o histórico do processo — chamados, e-mails, planilhas de retrabalho — em busca do padrão que ninguém tinha nomeado ainda. Quando há volume de atendimento, o mesmo levantamento aponta a queixa que se repete de verdade, não a mais recente ou a mais lembrada.
Tempo de ciclo, retrabalho e onde o dado é redigitado. A leitura usa o que a operação já registra. Integração com ERP, CRM, agenda ou emissor fiscal entra sob diagnóstico.
Causa raiz separada de sintoma, com evidência. Com várias variáveis em jogo — cliente, horário, forma de pagamento, quem atendeu — olhar linha por linha numa planilha raramente encontra a combinação que realmente causa o problema; cruzar essas variáveis aponta a causa raiz com evidência, não o suspeito mais óbvio. Em processos com histórico suficiente, dá para estimar quando o mesmo problema tende a voltar a acontecer.
Agente, integração ou software — o que a análise indicar. Antes de rodar para toda a operação, a mudança roda primeiro num recorte controlado — um cliente, uma filial, um turno — para medir o impacto real antes de comprometer o resto. Só depois de validado nesse recorte é que vai para todo mundo.
Medição que continua rodando depois que saímos. O mesmo painel que mediu o antes continua ligado depois do go-live — se o número começar a voltar para o patamar antigo, o alerta dispara sozinho, sem esperar alguém notar meses depois. Não é projeto entregue e esquecido: é medição que continua de pé.
Conceito de DMAIC potencializado por IA descrito em Sood, A.C. & Dhull, K.S., “The Future of Six Sigma — Integrating AI for Continuous Improvement,” IJIREM, v.11, n.5, out. 2024.
Não usar ERP, por si só, não desqualifica nada — a maioria dos nossos diagnósticos começa em operação que roda em planilha.
O diagnóstico é gratuito e leva dois minutos. No fim você recebe uma leitura honesta: onde está seu gargalo provável, qual serviço atacaria ele e se vale ou não marcar uma conversa.